11 de maio, 2017
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"Se a elite não tem competência de consertar esse País, um metalúrgico vai consertar"

Lula: "Se a elite não tem competência de consertar esse País, um metalúrgico com 4º ano primário vai consertar". "Nunca tive tanta vontade de ser presidente como agora", diz Lula em Curitiba.

Ex-presidente falou a milhares de pessoas no centro da capital paranaense após passar por um depoimento de mais de cinco horas diante do juiz Sérgio Moro

LULA.COM - Foto: Ricardo Stuckert - Publicado em 10/05/2017 

Após prestar depoimento por mais de cinco horas ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi à praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, e falou às milhares de pessoas que estavam ali para lhe prestar solidariedade desde o início da tarde. Ele disse, para a alegria dos que ali estavam: "Eu estou vivo e estou me preparando pra voltar a ser candidato a presidente deste país. Nunca tive tanta vontade como agora".

Além de falar a respeito do processo que sofre na 13ª Vara Federal de Curitiba, em que é acusado de ser "proprietário oculto" de um triplex no Guarujá, o ex-presidente criticou a condução do país posta em prática pelo atual presidente, Michel Temer. E completou: "Se a elite não tem competência de consertar esse País, um metalúrgico com 4º ano primário vai consertar".

Veja mais imagens do discurso de Lula em Curitiba

Já a respeito do ação penal presidida por Moro, Lula reiterou sua inocência, que de resto já foi provada com documentos e testemunhos apresentados no processo, o ex-presidente afirmou não estar acima da lei, mas que espera um tratamento civilizado por parte das autoridades envolvidas no episódio. "Eu não quero afrontar ninguém, eu respeito a Justiça. A única coisa que eu peço é o respeito deles em troca."

Em um momento de maior emoção, Lula embargou a voz para dizer que tem ao seu lado a verdade, que é o maior patrimônio que levará até o final de sua vida. "Se um dia eu tiver que mentir pra vocês, eu prefiro que um ônibus me atropele em qualquer rua deste País", declarou o ex-presidente.

Após o breve discurso, Lula seguiu para o aeroporto Afonso Pena, na Grande Curitiba, de onde partiu para São Paulo.

Íntegra do discurso de Lula no dia de seu depoimento em Curitiba. Publicado em 10/mai/2017



Moro vazou informações para a Globo? Blog do Miro, por Altamiro Borges Curitiba, 10/5/17 

Vários internautas ficaram revoltados com a cobertura da GloboNews do depoimento desta quarta-feira (10) do ex-presidente Lula ao "justiceiro" Sergio Moro, em Curitiba. A emissora por assinatura, que pertence à famiglia Marinho, deu detalhes da audiência, sempre tentando satanizar o líder petista. O motivo da indignação é que o próprio "juiz" - se o algoz ainda merece este título - proibiu qualquer imagem da sessão. À defesa do ex-presidente foi negado o pedido para gravar o depoimento. Sergio Moro também ordenou que os celulares fossem retidos e só permitiu o acesso ao local de promotores e advogados. Diante de tanta cautela, como os repórteres da Globo tiveram acesso aos detalhes sobre o depoimento? O falso juiz, com sua obsessão doentia contra Lula, vazou as informações?

O site Nocaute, editado pelo jornalista Fernando Morais, foi um dos primeiros a protestar contra o aparente crime. "O juiz Sérgio Moro, num de seus surtos de fanfarronice, afirmou que proibiria o uso de celulares durante o interrogatório de Lula para evitar vazamentos seletivos. Aí vem a Globo e dá detalhes do que está acontecendo dentro da sala onde se encontram apenas Lula, Moro, os promotores e os advogados de defesa do interrogado. Ora, se os advogados de Lula jamais vazariam o que quer que fosse para a Globo, quem terá passado esses dados para os Marinho? Será que tem alguém substituindo o 'japonês bonzinho, que vende informações para a imprensa'?. Responde, meritíssimo!".

Ao mesmo tempo em que vazou informações, a GloboNews evitou dar qualquer destaque às milhares de pessoas que foram a Curitiba para manifestar a sua solidariedade ao ex-presidente. O jornalista Fernando Brito, do blog Tijolaço, acompanhou a cobertura da emissora global e constatou a descarada manipulação. Vale conferir:

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Assisto, há quase duas horas, a Globonews.

Nem mesmo por um segundo apareceu a imensa manifestação em favor de Lula.

Só polícia, polícia e mais polícia, além de repetições cansativas dos “crimes” de que Lula é acusado.

33 anos depois das Diretas-Já, o império Globo volta a fazer a manipulação da invisibilidade das manifestações.

Um completo contraste com as extintas manifestações “coxinhas”, que ocupavam o dia inteiro nas telinhas.

A Globo é inimiga da realidade, mas a realidade, como se sabe, não é fácil de ser vencida, por ser teimosa e, sobretudo, contagiosa.

Infelizmente, a dignidade profissional no jornalismo é artigo quase extinto e, também nos outros sites, vê-se que qualquer alucinado pró-Moro tem espaços e destaque maior.

Nem mesmo algum esforço para apurar quem paga os caros outdoors de provocação espalhados em Curitiba.

O chicotinho do general Newton Cruz, famoso na votação das diretas, não faria melhor.

VIOMUNDO POLÍTICA - Lula: “Depois de dois anos de massacre, eu esperava que mostrassem: a escritura [do triplex] tá aqui”; veja a íntegra do discurso - 10/maio/2017 às 19h30

Depois de cinco horas de depoimento diante do juiz Sergio Moro, em Curitiba, o ex-presidente Lula foi recebido por uma multidão que o esperou durante todo o dia numa praça da capital paranaense.

Em seu discurso relativamente breve, ele afirmou:

— que esperava que “depois de dois anos de massacre” os investigadores apresentassem provas concretas, como a escritura do triplex atribuído a ele em Guarujá. “Eu quero ser julgado por provas”, acrescentou.

— que os promotores perguntaram se ele conhecia esta ou aquela pessoa e que isso, em si, não representava nada.

— que lembrou aos promotores que a Globo tinha utilizado, ao longo dos últimos meses, o tempo equivalente a várias partidas de futebol para atacá-lo.

— que ele gostaria de ser atropelado por um ônibus se mentiu para seus apoiadores.

— que está pronto para ser mais uma vez candidato a presidente da República — e “provar” de novo que um metalúrgico com quarto ano primário é capaz de dar jeito no Brasil.
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CONVERSA AFIADA: Lula: estou vivo! E vou voltar! - publicado 10/05/2017

"Eu respeito a Justiça e exijo respeito de volta!"
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